sábado, 14 de janeiro de 2012

Tasca do xô jó

tasca infecta, cheia de parasitas e baratas a cirandar por ali, com bifes duros como sola de sapato e um vinho bafiento, com pedaços de rolha a flutuar. onde o dono é um homem magro, de bigode fino e penteado, tez branca como cal, que mal constrasta com o traje de talhante, sujo e gorduroso, que orgulhosamente exibe quando vem cumprimentar com beijoca repinicada as clientes e aperto de mão suado os seus acompanhantes, seguido de um movimento de passagem dessa mesma mão pelo bigode e terminando limpando-a no seu sedoso (ou oleoso) cabelo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Bou lá decididamente!!

Anônimo disse...

Onde é que fica essa descrição queiroziana?

MF